Hoje, aqui em Rio Branco, inicia o ano letivo da maioria das escolas, principalmente na educação infantil (vulgo maternal e creche!). E vendo alguns amigos com filhos que irão pela primeira vez à aula, além de observar euzinha com toda minha ansiedade e temor, me pergunto: para quem é mais difícil o primeiro dia de aula? Para os filhos ou para os pais?
Sei que deveria escrever coisas lógicas, explicações plausíveis...mas hoje só consigo me fazer perguntas.
Será que ele vai chorar?Será que vai chorar muito?Será que vai comer na hora do lanche? Será que vai gostar das professoras? Será que vai conseguir interagir com as outras crianças? Será que ele vai se sentir feliz no fim do dia?? Será, será será...
SERÁ QUE ELE FAZ METADE DESSAS PERGUNTAS PARA SI MESMO? Sinceramente, espero que não..pois tenho certeza que são elas que me deixam assim: ansiosa, medrosa..ou seja, neurótica!
É, acho melhor voltar outro dia, mais calma...com noticias de verdade. E quem sabe sobrevivente deste primeiro dia de aula!
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
sábado, 24 de setembro de 2011
Os filhos e o alcance de sonhos
Tudo bem, sei que já virou uma constante essa minha história de ficar falando que voltarei à atividade, por isso mesmo que desta vez não prometerei nada, simplesmente escreverei...
Hoje estava no Salão de Beleza, fazendo minha unha, quando me deparei numa conversa sobre maternidade(é engraçado, mas depois que a gente se torna mãe a sempre acaba nesse assunto...) com duas mulheres, onde uma não tinha filhos e eu e a outra tinha. A conversa estava girando em torno do QUANDO se ter filhos, pois a mulher que ainda não é mãe dizia que só queria ter filhos, após passar num bom concurso público, sair do aluguel, fazer mestrado, entre outros desejos...em meio a sua fala fiquei lembrando que antes de ser mãe também colocava todas esses itens como necessários antes de ficar grávida, que nada disso aconteceu antes de ser escolhida para carregar um bebê na barriga e como no fim das contas, muito dos requisitos que julgava ser necessário para ser uma boa mãe são ilusórios.
Foi meio a estes devaneios no salão que escutei a outra mãe dizer "...realmente tem que fazer tudo isso antes, pois o filho atrapalha muito a vida!". Juro, naquela hora me vi em meio a cena de Ally Mcbeal, parando tudo e perguntando para aquela mulher, com sanguenoszoi: COMO É QUE É???
Eu posso até parecer idealista neste momento, mas não acredito que o Heitor atrapalhe a minha vida. A chegada dele trouxe muitas, muitas mudanças...mudanças de planos, de táticas, de alternativas, mas em momento algum posso dizer que me atrapalhou a vida!
Tive que repensar sobre fazer o curso de oficiais da aeronáutica na BA ou sobre o meu sonho de entrar para a cruz vermelha, sonhos esses que nem sei se iria para frente, existindo Heitor ou não. O que sei é que consegui me formar em Psicologia, mesmo tendo parido no ultimo ano da faculdade, tenho conseguido atuar na área que gosto e já estou dando inicio à minha pós, além de pensar no meu mestrado como plano futuro.
Com tudo isso, como posso ousar dizer que meu filho atrapalhou minha vida? Como disse anteriormente ele me fez mudar muitas coisas, não penso mais em passar o carnaval na BA em meio ao frevo de gente, penso em viver um carnaval lá sim, mas agora com uma rota mais tranquila, mais segura...mais familiar.
Enfim, acredito que um filho jamais vai te impedir de conquistar um sonho, certamente, vai te fazer repensar como conquistá-lo, incluindo no caminho da conquista os cuidados necessários que um filho exige, as vezes tendo de tomar uma rota um pouco mais longa para chegar no objetivo ou tendo sim algumas dificuldades que antes imaginávamos que não teria, mas daí desistir ou seguir em frente nessa busca é uma decisão que só você pode tomar, cuja a responsabilidade não pode, em hipótese alguma, ser jogada para uma criança.
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sexta-feira, 1 de julho de 2011
VOLTANDO À ATIVIDADE!
Depois de um bom tempo longe daqui, finalmente tenho o necessário para voltar a postar no blog com constância. Vou confessar, senti muita falta dessa blogosfera materna. Não só de escrever posts e ler os comentários de quem me visita, mas também de ler os blogs de pessoas queridas e compartilhar experiências.
Hoje o que venho compartilhar é uma aflição com relação à fala do Heitor. Ele está com 1 ano e 2 meses e não fala nenhuma palavra ainda. Ele emite sons, grita, até balbucia algumas sílabas mas palavrinhas, nenhuma, neca de pitibiriba...
Conversando com uma Fono amiga ela me falou que pode vários os motivos para o atraso na fala e que são necessário alguns exames para ser diagnosticado se há um problema ou se é um atraso "normal". Como boa neurótica que sou resolvi pesquisar e colocar aqui para mães angustiadas como eu.Os livros e artigos como um todo afirmam que a fala da criança inicia a partir do 1º ano de vida e completa seu desenvolvimento por volta dos 5 anos de idade. Segundo a fonoaudióloga do Hospital Sírio-Libanês (SP),Andréa Cristina Cardoso, “Se até os 3 anos a criança fala pouco ou quase nada, ela precisa de ajuda de um especialista indicado pelo pediatra”.
Ao perceber que a criança pode ter algum tipo de atraso, o especialista verificará se a criança possui algum problema neurológico ou psiquiátrico, se possui alguma deficiência auditiva ou se a criança teve algum tipo de doença que pode ter afetado o aparelho auditivo de alguma forma. Se alguma dessas hipóteses forem confirmadas ele indicará o tratamento mais eficiente para o caso.
Caso os fatores físicos forem descartados esse atraso pode ainda ser obra de questões emocionais e/ou comportamentais, pois a criança pode não ser estimulada o suficiente no ambiente em que convive, pode não sentir-se segura para expressar-se através da fala, pode ainda estar acomodada, pois não sente necessidade de usar da linguagem verbal para conseguir o que deseja, entre outros fatores.
Por isso é interessante observar se a a fala da criança tem forma satisfatória ou se apresenta :o vocabulário é deficiente para a idade; dificuldade para estruturar sentenças; dificuldade para organizar o pensamento; dificuldade de compreensão; dificuldade para relatar fatos acontecimentos ou vivenciados; possui narrativa truncada apoiada em gestos e fala ininteligível geralmente acompanhada de alteração na articulação.
É mais importante que os pais não se esqueçam de levar em consideração etapa evolutiva em que seu filho se encontra e que cada criança desenvolve-se de forma única e pessoal. Devemos ficar atentos e não pressionar o desenvolvimento de nossas crianças.
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sexta-feira, 8 de abril de 2011
BLOGAGEM COLETIVA : MATERNIDADE REAL
Quando soube que estava grávida, quase que automaticamente comecei a me questionar sobre como eu me sairia como mãe. Sou uma pessoa muito manhosa e sempre tive pessoas cuidando de mim o tempo todo. Como agora eu iria mudar de papel tão drásticamente, passando a ser cuidadora ( e a principal cuidadora) de uma criança?Será que eu daria conta? Será eu seria uma BOA MÃE???
Depois disso, passei a devorar livros, páginas de internet e blogs na busca de como uma boa mãe, deve ser, agir e pensar. Cada vez que procurava me preocupava ainda mais. Havia um movimento deincentivo ao parto normal, e eu comecei a me sentir uma bruxa nesse instante, pois havia decidido fazer uma cesária por querer o meu marido, que estava viajando, ao meu lado.
Depois disso veio a questão da amamentação. Todo mundo dizia: é a coisa mais maravilhosa que há no mundo. Realmente foi, no primeiro dia, depois foi terrivel, com rechaduras, sangramentos e dor, muuita dor. Me mantive firme e forte, não queria dar leite artificial para o Heitor de maneira alguma. Depois desses dias dolorosos aí sim entendi o que havia de maravilhoso em amamentar. Aqueles olhinhos me fitando, aquele soninho depois de estar saciado...hummm..
Á medida que ele foi crescendo minhas atitudes como mães foram se tornando meio instituais, mas não deixaram de ser questionadas por mim o tempo todo. Aos 4 meses tive que voltar a estudar e estagiar e com isso um eco se formou na minha mente: "que tipo de mãe é você que vai abandonar seu filho em tenra idade???" e depois de muito drama e muitas duvidas a resposta foi : "uma mãe que precisa se formar para poder proporcionar uma vida melhor para o seu filho."
Essas são algumas cituações onde esta mãe real que vos fala, ficou insegura sobre o fato de não agir como a mãe ideal manda. Hoje continuo fugindo de algumas características da mãe ideal, detesto acordar de madrugada, amo durmir encostadinha nele ( e sim, ele ainda dorme na minha cama), nem sempre consigo seguir a rotina de alimentação e apelo pra papinha da Nestlê, tem momentos em que me sinto completamente sufocada por ter passado os dias e as noites cuidado do Heitor e sinto a necessidade de sair sozinha para poder ter um momento só pra mim. Se for contar todos os meu "defeitos" maternos não sairei daqui, mas posso dizer que são muitos.
Segunda-Feira, dia 11 de abril, o Heitor faz 1 ano de idade e eu continuo me questionando se sou uma boa mãe. Ao pensar sobre isso tenho certeza de duas coisas: 1) essa dúvida permanecerá por toda a minha vida, independete das decisões que eu tomar; 2) Nunca conseguirei ser uma mãe perfeita, mas posso ser uma mãe suficientemente boa. Daquelas que apesar dos erros, consegue acertar nos momentos mais importantes. Errando sim, mas sempre com muito amor, e acima de tudo, sempre tentando acertar.
Depois disso, passei a devorar livros, páginas de internet e blogs na busca de como uma boa mãe, deve ser, agir e pensar. Cada vez que procurava me preocupava ainda mais. Havia um movimento deincentivo ao parto normal, e eu comecei a me sentir uma bruxa nesse instante, pois havia decidido fazer uma cesária por querer o meu marido, que estava viajando, ao meu lado.
Depois disso veio a questão da amamentação. Todo mundo dizia: é a coisa mais maravilhosa que há no mundo. Realmente foi, no primeiro dia, depois foi terrivel, com rechaduras, sangramentos e dor, muuita dor. Me mantive firme e forte, não queria dar leite artificial para o Heitor de maneira alguma. Depois desses dias dolorosos aí sim entendi o que havia de maravilhoso em amamentar. Aqueles olhinhos me fitando, aquele soninho depois de estar saciado...hummm..
Á medida que ele foi crescendo minhas atitudes como mães foram se tornando meio instituais, mas não deixaram de ser questionadas por mim o tempo todo. Aos 4 meses tive que voltar a estudar e estagiar e com isso um eco se formou na minha mente: "que tipo de mãe é você que vai abandonar seu filho em tenra idade???" e depois de muito drama e muitas duvidas a resposta foi : "uma mãe que precisa se formar para poder proporcionar uma vida melhor para o seu filho."
Essas são algumas cituações onde esta mãe real que vos fala, ficou insegura sobre o fato de não agir como a mãe ideal manda. Hoje continuo fugindo de algumas características da mãe ideal, detesto acordar de madrugada, amo durmir encostadinha nele ( e sim, ele ainda dorme na minha cama), nem sempre consigo seguir a rotina de alimentação e apelo pra papinha da Nestlê, tem momentos em que me sinto completamente sufocada por ter passado os dias e as noites cuidado do Heitor e sinto a necessidade de sair sozinha para poder ter um momento só pra mim. Se for contar todos os meu "defeitos" maternos não sairei daqui, mas posso dizer que são muitos.
Segunda-Feira, dia 11 de abril, o Heitor faz 1 ano de idade e eu continuo me questionando se sou uma boa mãe. Ao pensar sobre isso tenho certeza de duas coisas: 1) essa dúvida permanecerá por toda a minha vida, independete das decisões que eu tomar; 2) Nunca conseguirei ser uma mãe perfeita, mas posso ser uma mãe suficientemente boa. Daquelas que apesar dos erros, consegue acertar nos momentos mais importantes. Errando sim, mas sempre com muito amor, e acima de tudo, sempre tentando acertar.
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quarta-feira, 2 de março de 2011
Sobre o pai e nossas expectativas...
![]() |
| Um dos nossos domingo de passeio na praça |
Essa semana houve a Blogagem Coletiva com o Tema "Nós, os pais", como eu disse no post anterior. Animei meu marido pra escrever, e ele até concordou, mas acabamos deixando passar o dia da blogagem coletiva devido aos contratempos corriqueiros de nossas vidas.
Como fiquei contagiada com o tema da Blogagem Coletiva este post será dedicado ao pai do Heitor e o outro morador do meu coração, o Semmys. É, eu sei que o nome dele é meio estranho(e até um pouco engraçado devido ao vários trocadilhos..rsrsr), mas ele é uma boa pessoa apesar do nome(Eu te amo, viu amor?!).
Quem acompanha o blog sabe que voltamos a morar juntos na véspera do ano novo, depois de mais de um ano morando em cidades diferentes, e de lá pra cá temos vivido em um período de adaptação, principalmente com relação ao Heitor, uma vez que ele não havia nascido quando o Semmys se mudou para Rio Branco.
Nesses dois meses, ele não tem deixado a desejar como pai, sendo sempre muito solicito em tudo. Ajuda a dar banho, a dar papinha, faz mamadeira, troca fralda e em todos os demais afazeres que uma criança de 10 meses exige. Porém ainda sentia um certo desconforto dele nesse papel de pai, que até então era novidade, como se ele tivesse caído de para-quedas numa função que , apesar de desejar muito, não se sentia preparado.
Nessa nossa ida para Porto Velho fiz a minha cirurgia da vesícula e tive que ficar de repouso por 10 dias. O repouso incluia não pegar o Heitor no colo e não poder fazer várias outras coisas. Logo quem teve que entrar em cena foi o pai, que de ajudante virou responsável. Ele aprendeu a dar banho, dar mamadeira, fazer durmir e outros detalhes do dia a dia que acabava ficando sob os meus cuidados normalmente.
Fiquei super feliz ao perceber que, em apenas 10 dias, meu marido tinha se tornado pai de P maiúsculo. Aquele que eu sempre imagei que ele seria. Antes desse período o Heitor já estava a vontade na companhia do pai, mas sempre que a coisa ficava complicada era a mim que ele procurava, sem a menor dúvida. Hoje não, ele já se sente seguro com os dois, está cada dia mais carinhoso com o pai dele e tem momentos que prefere a companhia dele à minha (olha o cíumes surgindo aí no fundo..rsrsrrs).
Então, estou contando tudo isso para, na verdade, falar daquilo que percebi com essa história toda. Percebi que, sem perceber, eu não estava dando espaço suficiente para o meu marido se mostrar como pai. Coloquei na minha cabeça que ele não precisava saber de tudo, já que havia passado tanto tempo longe de nós, e acabei privando-o, mesmo que temporariamente, de conhecer seu filho e o seu papel de pai.
As vezes escuto algumas mulheres reclamando da falta de auxilio do seu marido na criação dos filhos, ou até mesmo nos afazeres domésticos, mas acho que devemos parar para refletir sobre o quanto somos responsáveis sobre esta atitude deles. Será que as vezes não monopolizamos tarefas que podem, e devem, ser compartilhadas?
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Noticias de 2011....
Já ensaiei este post uma dezena de vezes e nunca consigo conclui-lo. Na verdade nem consigo começá-lo direito, pois sempre alguma coisa que me faz interromper minha escrita e eu acabo desistindo. Por aí já se consegue ter uma idéia de como meu 2011 está um tanto confuso...
Pois bem, fui mesmo morar em Rio Branco com meu filho e marido com a promessa de no primeiro mês do ano eu realizaria o sonho da pequena burguesa de morar na casa própria e que o Acre era o Novo Eldorado das Psicologas, onde o emprego vai até você. Mas como vocês bem sabem ,"alegria de pobre dura pouco"...
A construtora da casa já avisou que a previsão de entrega mudou , e que a data inicial agora ficou pro mes de março. Quanto à emprego não apareceu nada ainda. E pelo que pude entender o négocio tá feio pro lado dos psicologos, pois ta todo mundo sem emprego, devido ao fim dos contratos com o governo.
Só sei que com tudo isso estou morando na casa da minha sogra e tendo que lidar com as alterações de humor do Heitor devido à mudança de ambiente, de pessoas, de tudo...Confesso que nos primeiros 15 dias cheguei a pensar que haviam trocado meu filho por um clone malvado e chorão! Ele chorava por tudo e por nada, não dormia direito(principalmente durante as noites), teve dificuldade pra comer, ou seja, quase fiquei louca!!
Depois eu vim compreender meu pequeno, além do período doloroso da adaptação estava nascendo os dois dentes da frente dele (eu já havia escutado que eles são os piores..), tanto que quando eles finalmente rasgaram o meu pequeno foi voltando à sua personalidade natural. Mas é claro que não posso esquecer que junto com os dentes ele foi ficando cada vez mais acostumado com as coisas e pessoas do Acre, o que ajudou na volta do meu pequeno notável.
Nesses dois meses Heitor desenvolveu mto, ele agora tem 6 dentes na boca(eu to achando mto engraçado olhar pra boca dele e ver tantos dentinhos, pois estava acostumada com o sorriso banguela dele...rsrrs), já fica muito tempo em pé sem apoio algum, já anda se apoiando nas coisas e até já descobriu o pintinho!
Acelerando um pouco mais as noticias...neste mês de fevereiro vim pra Porto Velho(mas to voltando dia 24 pra Rio Branco novamente), perdi a minha colação de grau devido a minha mãe e o Heitor estarem com uma virosa daquelas, participei do Baile de Formatura da minha turma de Psicologia, tirei a vesícula , fiquei sem poder pegar o Heitor no colo por 10 dias (que ainda não passaram, diga-se de passagem...) e no fim acho que isso!
Então, tentei colocar as noticias desses dois meses, que ficaram pendentes, por aqui...Provavelmente os posts continuarão meio parados até eu me estabelecer na minha casa, mas tentarei voltar a postar os 31 dias Meme...
Mudando um pouco de assunto, rolou no grupo "Mães (e pais) com filhos" , do facebook a idéia de uma blogagem coletiva que achei muito legal. O tema é: Nós, os pais. E acontecerá no dia 28/02. A proposta é que os pais escrevam sobre o seu olhar da paternidade, de uma forma bem pessoal mesmo, daquele modo que nós bem conhecemos de escrever aqui no blog.
A Anne, do Blog Super Duper fez esse selinho que ficou super bacana, olha aí.
Fica aí a dica para todos. É sempre bom compartilhar experiências, tanto para quem conta como para quem ouve (ou no nosso caso lê). Eu já comecei a campanha para o pai daqui de casa escreve. Não sei se conseguirei que ele escreva até o dia 28, mas assim que ele escrever posto por aqui.
Bjinhos e até mais!!
A construtora da casa já avisou que a previsão de entrega mudou , e que a data inicial agora ficou pro mes de março. Quanto à emprego não apareceu nada ainda. E pelo que pude entender o négocio tá feio pro lado dos psicologos, pois ta todo mundo sem emprego, devido ao fim dos contratos com o governo.
Só sei que com tudo isso estou morando na casa da minha sogra e tendo que lidar com as alterações de humor do Heitor devido à mudança de ambiente, de pessoas, de tudo...Confesso que nos primeiros 15 dias cheguei a pensar que haviam trocado meu filho por um clone malvado e chorão! Ele chorava por tudo e por nada, não dormia direito(principalmente durante as noites), teve dificuldade pra comer, ou seja, quase fiquei louca!!
Depois eu vim compreender meu pequeno, além do período doloroso da adaptação estava nascendo os dois dentes da frente dele (eu já havia escutado que eles são os piores..), tanto que quando eles finalmente rasgaram o meu pequeno foi voltando à sua personalidade natural. Mas é claro que não posso esquecer que junto com os dentes ele foi ficando cada vez mais acostumado com as coisas e pessoas do Acre, o que ajudou na volta do meu pequeno notável.
Nesses dois meses Heitor desenvolveu mto, ele agora tem 6 dentes na boca(eu to achando mto engraçado olhar pra boca dele e ver tantos dentinhos, pois estava acostumada com o sorriso banguela dele...rsrrs), já fica muito tempo em pé sem apoio algum, já anda se apoiando nas coisas e até já descobriu o pintinho!
Acelerando um pouco mais as noticias...neste mês de fevereiro vim pra Porto Velho(mas to voltando dia 24 pra Rio Branco novamente), perdi a minha colação de grau devido a minha mãe e o Heitor estarem com uma virosa daquelas, participei do Baile de Formatura da minha turma de Psicologia, tirei a vesícula , fiquei sem poder pegar o Heitor no colo por 10 dias (que ainda não passaram, diga-se de passagem...) e no fim acho que isso!
Então, tentei colocar as noticias desses dois meses, que ficaram pendentes, por aqui...Provavelmente os posts continuarão meio parados até eu me estabelecer na minha casa, mas tentarei voltar a postar os 31 dias Meme...
Mudando um pouco de assunto, rolou no grupo "Mães (e pais) com filhos" , do facebook a idéia de uma blogagem coletiva que achei muito legal. O tema é: Nós, os pais. E acontecerá no dia 28/02. A proposta é que os pais escrevam sobre o seu olhar da paternidade, de uma forma bem pessoal mesmo, daquele modo que nós bem conhecemos de escrever aqui no blog.
A Anne, do Blog Super Duper fez esse selinho que ficou super bacana, olha aí.
Fica aí a dica para todos. É sempre bom compartilhar experiências, tanto para quem conta como para quem ouve (ou no nosso caso lê). Eu já comecei a campanha para o pai daqui de casa escreve. Não sei se conseguirei que ele escreva até o dia 28, mas assim que ele escrever posto por aqui.
Bjinhos e até mais!!
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010
BLOGAGEM COLETIVA: VÍNCULO
Não sei se por cursar psicologia, mas sempre tive muita preocupação com o vínculo que construiria com meu filho, mesmo antes de ficar grávida.Sei da importância que um bom vínculo tem para o bom desenvolvimento emocional da criança, pois a mãe é a primeira experiência da criança com o afeto e é a partir desta vivência que ela vai aprender a se vincular com outras pessoas.
O meu vínculo com o Heitor é baseado no toque. Sinto que meu amor por ele é tão grande que parece que nenhuma palavra conseguira passar esse sentimento de felicidade que sinto quando estou ao seu lado. É assim desde a barriga.
Minha mãe reclamava muito porque não me via falando com a minha barriga, e por isso achava que eu não conversava com meu filho. Porém minha conversa com ele acontecia em outro nível. Acredito que ele sentia quando eu estava feliz e tirando um tempo só para ele.Mesmo no silêncio, me concentrava para passar todo o amor que existia dentro de mim para fazê-lo crescer forte e saudável.
Hoje continuamos assim, Costumo trocar 'segredinhos' com ele, dizendo o quanto ele me faz feliz e o quanto o amo. O mais gostoso é que percebo que ele escuta os meus sussurros, fica bem quietinnho, prestando atenção no que tenho para lhe falar e depois me delicia dando sorrisos gostosos. Fora isso, acabo sempre me surpreendendo com o quanto meu filho é carinhoso, apesar de ter apenas 6 meses. Ele adora carinhos e quase sempre, quando vou reparar, estamos com nossas mãos dadas, fazendo carinho uma na outra.
Bem, esse é um pouco do vínculo que tenho com meu filhote. Mas para a Blogagem Coletiva mesmo gostaria de falarsobre outro vínculo: o do meu filho com o seu pai.
Poucas sabem, mas faz quase 1 ano que meu marido foi morar em Rio Branco-AC. Quando ele se mudou minha barriga ainda não era evidente e ele não estava presente nos primeiros chutes do bebê e nem podia conversar sempre com a minha barriga feito um bobo.
Todas as noites eu e o meu marido os falamos por telefone (graças à maravilhosa TIM Infinity) e eu tento contar em detalhes todo o desenvolvimento diário que percebo no Heitor, na tentativa de mantê-lo por dentro de tudo que rola com nosso filhote. Uma saída que acabei encontrando para fortalecer o vínculo entre os dois foi fazer com que eles 'conversassem' pelo celular. Como?? Pelo Viva-Voz!
Aciono o Viva Voz do celular e o meu marido fica falando com o Heitor, enquanto este tenta roubar o telefone da minha mão para comê-lo. Eu acredito que a idéia tem dado certo, pois sempre que meu filho vê o celular ou escuta um "Alô Papai!" fica todo animado, esperando aquela voz do outro lado da linha.
Através desta conversa diária entre pai e filho, meu marido sente menos distante de nós e sei q escutar os gritinhos do Heitor faz tão bem à ele quanto escutar as 'babações' do Semmys faz bem ao Heitor.
Todo vínculo é lindo, mas vejo uma beleza maior ainda no vínculo criado apesar da distância.Não é fácil manter um vínculo quando nos afastamos, fazer surgir um nesta situação deve ser mais dificil ainda. Por esse motivo acho tão especial a relação destes dois homens da minha vida.
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Obrigada!!
Olá minha gente! Muito Obrigada pela participação de vcs!
Quero muito agradecer toda ajuda que recebi nessa semana, com relação ao questionário para o artigo. Por enquanto coletei informações suficientes para concluir esta disciplina. Agora que vem a parte mais complicada que é PARIR o artigo em sí. Acredito que toda essa fase corrida passará logo, pois quero acabar esse artigo até dia 20 e começar o outro logo pra entregar até o dia 09 de novembro!( ah eu disse que finalmente escolhi o tema do meu artigo de Psicologia Clínica??Pois é, vou falar sobre Avaliação e Indicação Terapeutica!)
Quero muito agradecer toda ajuda que recebi nessa semana, com relação ao questionário para o artigo. Por enquanto coletei informações suficientes para concluir esta disciplina. Agora que vem a parte mais complicada que é PARIR o artigo em sí. Acredito que toda essa fase corrida passará logo, pois quero acabar esse artigo até dia 20 e começar o outro logo pra entregar até o dia 09 de novembro!( ah eu disse que finalmente escolhi o tema do meu artigo de Psicologia Clínica??Pois é, vou falar sobre Avaliação e Indicação Terapeutica!)
Tentarei manter sempre atualizado as noticias por aqui, mas espero que compreendam caso eu não consiga, pois preciso, necessito, terminar logo este curso para poder acabar com esse perrengue de viver à 600 km de distância do meu amorzinho.
Ah! como não consegui pensar numa maneira melhor de agreder o apoio que recebi, criei um selinho para aquelas pessoas que divulgaram ou responderam o questionário.
Espero que vcs gostem..e lembrem-se: o que vale é a intenção! Não colocarei aquelas regrinhas para que se distribua o selo, até pq não consegui pensar em nada que combine com o tema do selo. Fica mesmo a idéia de passar para aquele blog que covê acha que lhe ajudou de alguma forma, dando conselho, apoio, rindo junto...você decide o motivo de dar esse selo para alguém!
***
Mudando um pouco de assunto, amanhã estou indo visitar a fotocópia do meu filho, vulgo pai dele e meu amor. Vamos passar o feriadão em família! Estou bem animada porque agora o Heitor está interagindo bem mais do que da ultima vez em que a familia do meu marido o viu. Sabe como é essa mania de mãe querer que todos achem seu filho MARAVILHOSO! Ainda mais quando se trata de família do marido, né?!
Por mais que eu tente deixar de pensar assim, parece que estou em constante estágio probatório com eles, sendo infinitamente avaliada! rsrsrrsrs
Assim que voltar conto algumas novidades!!
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terça-feira, 28 de setembro de 2010
Um pedido para todas as mães! (Editado)
Olá gente! Como época de desespero pede medidas desesperadas resolvi dividir mais uma vez meu desespero com vcs.
Como algumas já sabem estou no ultimo ano de psicologia e na minha universidade, ao invés de escrevermos uma monografia, temos que escrever dois artigos relacionados aos estágios obrigatórios que temos que fazer no ultimo ano do curso(isso pouca gente sabe...).Pois bem, os estágios que estou fazendo é em Psicoterapia de Orientação Analítica e em Psicologia Social e neste ultimo o tema do meu artigo são os blogs maternos. Assunto super bacana e novíssimo nesta área( Estou super empolgada em escrever sobre este tema!).
Para que o meu artigo fique legal eu preciso recolher alguns dados e relatos, através de um pequeno questionário que eu preparei para substituir a entrevista que normalmente seria feita e é neste momento que preciso da ajuda de todas vcs!
Vou postar aqui o corpo do questionário e peço para, quem tiver interesse em participar, que envie as respostas para o e-mail luaugalde@gmail.com.
O que vocês ganham com isso??Bem, todo meu amor e carinho, além de ajudar um baby de 5 meses a não ter a mãe internada na Ala Psiquiatrica do Hospital de Base! Será que precisam de mais motivos???rsrrs
Brincadeiras de lado, segue abaixo os intens que deverão ser respondidos.
*Nome:________________________________________________________
Data de Nascimento: _______________________Estado Civil:______________
Cidade/Estado:___________________________ Profissão: Escolaridade:________________
Número de Filhos:_________________ Idade dos Filhos:_______
Endereço do Blog:__________________________________________
1. Desde quando você possui blog? Com que frequencia você escreve nele?
2. O que o motivou à iniciar sua participação em blog?
3. Você acredita que o blog tenha auxiliado no seu desempenho como mãe em alguma ocasião? Por que?
4. Você acredita que as pessoas que frequentam o seu blog lhe dão apoio emocional no que diz respeito ao seu papel de mãe?Cite uma situação.
É isso. Não disse que era pequeno?!Quem tiver interesse de divulgar meu apelo pode fazer, ok?!Vou ficar ainda mais grata!!!
BJos!!
P.S.: Natalia, obrigada pela dica!!Eu realmente não havia pensado nisso qndo escrevi o post.
Como algumas já sabem estou no ultimo ano de psicologia e na minha universidade, ao invés de escrevermos uma monografia, temos que escrever dois artigos relacionados aos estágios obrigatórios que temos que fazer no ultimo ano do curso(isso pouca gente sabe...).Pois bem, os estágios que estou fazendo é em Psicoterapia de Orientação Analítica e em Psicologia Social e neste ultimo o tema do meu artigo são os blogs maternos. Assunto super bacana e novíssimo nesta área( Estou super empolgada em escrever sobre este tema!).
Para que o meu artigo fique legal eu preciso recolher alguns dados e relatos, através de um pequeno questionário que eu preparei para substituir a entrevista que normalmente seria feita e é neste momento que preciso da ajuda de todas vcs!
Vou postar aqui o corpo do questionário e peço para, quem tiver interesse em participar, que envie as respostas para o e-mail luaugalde@gmail.com.
O que vocês ganham com isso??Bem, todo meu amor e carinho, além de ajudar um baby de 5 meses a não ter a mãe internada na Ala Psiquiatrica do Hospital de Base! Será que precisam de mais motivos???rsrrs
Brincadeiras de lado, segue abaixo os intens que deverão ser respondidos.
*Nome:________________________________________________________
Data de Nascimento: _______________________Estado Civil:______________
Cidade/Estado:___________________________ Profissão: Escolaridade:________________
Número de Filhos:_________________ Idade dos Filhos:_______
Endereço do Blog:__________________________________________
1. Desde quando você possui blog? Com que frequencia você escreve nele?
2. O que o motivou à iniciar sua participação em blog?
3. Você acredita que o blog tenha auxiliado no seu desempenho como mãe em alguma ocasião? Por que?
4. Você acredita que as pessoas que frequentam o seu blog lhe dão apoio emocional no que diz respeito ao seu papel de mãe?Cite uma situação.
É isso. Não disse que era pequeno?!Quem tiver interesse de divulgar meu apelo pode fazer, ok?!Vou ficar ainda mais grata!!!
BJos!!
P.S.: Natalia, obrigada pela dica!!Eu realmente não havia pensado nisso qndo escrevi o post.
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domingo, 22 de agosto de 2010
Selinho e desabafo
Obaaa! Recebi meu primeiro Selo e quem me deu foi a Ana, do blog Balde, Areia e Balanço. Como eu não sei bem os procedimentos exigidos pelo Selo, vou copiar os passos que eu vi lá no blog.
Tenho que responder à seguinte pergunta: Para quem o em que situação você teria prazer em olhar com olhos de Garfield?
R: Apesar de eu ter amado a resposta da Ana para os fura-fila. meu olha de total desprezo ultimamente vai para quem insiste em botar fogo nos matos, florestas ou qualquer outra coisa que produza fumaça qndo é queimada. Rondônia está o próprio inferno por causa disso, acordamos e dormimos em meio à uma cortina de fumaça e ainda tem gente burra o suficiente para ajudar a nos lascar mais ainda colocando fogo em lixo, ou matinhos qualquer! Fala Sério, né?! (continuo com esse assunto mais embaixo)
Depois de responder essa pergunta tenho que indicar 5 blogs que gosto:
Saindo do Selinho agora, esses dias está insuportável vivem em Porto Velho-RO devido à seca que estamos passando, mas mais ainda devido à fumaça que está tomando tomou conta da cidade nesses ultimo mês. Para quem não conhece como as coisas ocorrem por aqui, sempre nesta época de estiagem da chuva nós sofremos um pouco, pois algumas pessoas ignorantes, e provavelmente sem amor aos pulmões, aproveitam o tempo mais seco para acabar com o matagal que cresce na época das chuvas e ateiam fogo em grandes lotes de terra e em outros nem tão grandes assim.
Ocorre que este ano a seca está mais forte (como tudo com relação ao clima este ano) e nem sei mais qual foi a ultima vez que vi gotas de chuvas batendo no telhado da minha casa. O resultado desta falta de chuva e das intensas queimadas no nosso querido estado e cidade foi um fumacê sem fim, que nos faz ter um vizual de um cidade serrana (onde as nuvens são mais baixas e tals), mas a sensação de viver numa Olaria de tanto ar poluido que respiramos.
Mas o pior resultado é como isso tem afetado a saúde de todos os morados daqui. Eu mesma estou constantemente com meus olhos ardendos, minha garganta seca e inflamada, com dor de cabeça e com a impressão de que tem sempre algo pegando fogo pela casa. O que me deixa menos irritada é o fato do Heitor não ter ficado doentinho, pois as crianças estão lotando postos de saúde para fazer nebulização.
Mas não ficar doente não significa que ele não tem se afetado com todo esse transtorno, ele tem estado irritado, com mais vontade de mamar e com a pele descamando(apesar do banho de hidratante que dou nele diariamente).
A saída que encontrei para não ficar de braços cruzados diante desta situação é passar para frente um texto feito pelo professor Nazareno( como não consegui copiar ele aqui no blog, por favor entre no blog dele e leia) e pedir para que quando você se deparar com qualquer tipo de fogo, mesmo aquele pequeno, chamar os bombeiros e denunciar para a policia ambiental(só não vale acabar com o churrasco do vizinho e vir falar que fui eu quem disse pra fazer isso). Faço este pedido não só para as pessoas que moram aqui, mas para todos, pois não dá pra compactuar com a degradação da natureza e do meio ambiente.
Vou ficando por aqui pois o sono já bate forte nos meus olhos..
"Bote" para todos!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Castigos Físicos: Um texto para refletir!
Como estou meio sem tempo hoje para postar decidir dividir com vocês este texto do blog onde estão reunidos os textos publicados na Folha de São Paula do Contardo Calligaris, um psicanalista que muito admiro.Vale a pena ler este e os demais textos que lá se encontram.
UMA RECENTE pesquisa Datafolha (Folha, 26/7) mostra que, no Brasil, 69% das mães e 44% dos pais admitem ter batido nos filhos.
Castigos físicos
UMA RECENTE pesquisa Datafolha (Folha, 26/7) mostra que, no Brasil, 69% das mães e 44% dos pais admitem ter batido nos filhos.
Parêntese. Os pais são tão violentos quanto as mães: simplesmente, eles passam menos tempo em casa e lidam menos com o "adestramento" dos filhos.
A pesquisa constata também que 72% dos adultos sofreram castigos físicos quando crianças. Como se explica, então, o fato de que 54% dos brasileiros se declaram contrários ao projeto de lei que proíbe os castigos físicos em crianças? Há várias hipóteses possíveis.
1) Talvez quem apanhou quando criança não queira perder o direito de se vingar em cima dos filhos.
2) Talvez não aceitemos a ideia de que os nossos pais tinham sobre nós uma autoridade maior do que a que nós temos ou teremos sobre nossos filhos.
3) Na mesma linha, talvez estejamos dispostos a apanhar dos superiores sob a condição de sermos autorizados a bater nos subalternos.
Nota: aceitar apanhar dos mais poderosos para poder bater nos mais fracos é a caraterística que resume a personalidade burocrático-autoritária do funcionário fascista.
4) A autoridade, dizem alguns com razão, sempre tem um pé na coação e recorre à força quando seu prestígio não for suficiente para ela se impor. Hoje, a autoridade simbólica dos adultos é cada vez menor. É provável que os próprios adultos sejam responsáveis por isso (principalmente, por eles se comportarem cada vez mais como crianças); tanto faz, o que importa é que o prestígio dos adultos não lhes garante mais respeito e obediência. Portanto, a palavra aos tabefes.
É um erro: o castigo físico acaba com a autoridade de quem castiga, pois revela que seu argumento é apenas a força. A reação mais sensata da criança será: tente de novo quando eu estiver com 15 anos e 1,80 m de altura.
Esses e outros argumentos a favor da palmatória não encontram minha simpatia. Até porque verifico que os rastos desses castigos não são bonitos. Mesmo um simples tapa é facilmente traumático tanto para o pai que bateu como para o filho: ele paira na memória de ambos como uma traição amorosa que não pode ser falada por ser demasiado humilhante (para os dois). Há pais violentos que passam a vida na culpa, e há crianças cuja vida erótica adulta será organizada pela tentativa de encontrar algum sinal de amor no sadismo dos pais.
Apesar disso, se tivesse sido consultado na pesquisa, provavelmente eu teria me declarado contra a nova lei, por duas razões.
A primeira (e menos relevante) é que existem violências contra crianças piores do que a violência física, e receio que uma lei reprimindo o castigo físico nos leve a pensar que, por assim dizer, "o que não bate engorda". Infelizmente, não é preciso bater para trucidar uma criança.
A segunda razão (e mais relevante) é que a nova lei não surge num contexto em que os pais teriam poder absoluto sobre o corpo dos filhos. Mesmo sem a nova lei, o professor que visse sinais de violência no corpo de um dos alunos avisaria à polícia e à autoridade judiciária. O mesmo valeria para o pediatra ou para o psicoterapeuta. Inversamente, um pai cujo filho fosse batido na escola processaria o professor e a instituição. Também, com um pouco de sorte, uma criança batida pode denunciar o adulto que a abusa.
Pergunta: para que servem leis que pouco mudam o quadro legal e só explicitam e particularizam proibições que já vigem de modo geral?
Essas leis me parecem ter sobretudo a intenção de afirmar, demonstrar e estender o poder do Estado na vida dos cidadãos.
Uma coisa aprendi com Michel Foucault: o poder moderno é raramente extravagante em suas exigências. Como ele não tem conteúdo específico, mas gosta apenas de se expandir, ele escolhe o caminho mais fácil, conquistando a adesão "espontânea" de seus sujeitos. Como? Simples: operando "obviamente" "pelo bem dos cidadãos" -no caso, pelo bem das crianças.
Resumindo:
1) sou absolutamente contra qualquer castigo físico; 2) sou também contra a extensão do poder do Estado no campo da vida privada, por temperamento anárquico e porque sou convencido que, neste campo, as famílias erram muito, mas o Estado, quase sempre, erra mais.
E aí, qual a sua opinião sobre a famosa "Palmadinha" e outros castigos físicos?
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domingo, 8 de agosto de 2010
Mudança à Vista
Hoje tomei uma decisão interessante (na verdade nem é tão interessante assim). Resolvi excluir meu blog Devaneios Maternos e seguir postando somente por aqui. Por que tomei essa decisão? Desde o momento que descobri que esperava meu pequeno Heitor passei a me interessar pelo universo materno e acabei me empolgando muito com meu novo estado. Resolvi criar o Devaneios Maternos para falar exclusivamente da minha vivência como mãe e trocar figurinhas com outras mães blogueiras pelo Brasil afora.
Ocorre que, passado esta empolgação inicial, comecei a ver que a Luana Ugalde que vos fala, não consegue ser uma pessoa em partes. Não sou capaz de pensar, sentir e escrever somente sobre minha vida materna, pois todas as demais coisas que ocorrem no meu cotidiano contribuem para minha formação como mãe. Pensando justamente nisso é que resolvi me dedicar somente ao Devaneios Lunares, não na intenção de deixar de lado minhas aventuras maternas, mas devaneando acerca de tudo que ocorre nesse meu mundo da Lua.
Aos poucos deixarei o blog com a cara que me encontro no momento (Vai demorar um pouco pois primeiro preciso descobrir), por enquanto o que eu posso dizer é : DESCULPE O TRANSTORNO, É PARA ATENDÊ-LO MELHOR!
Mudando um pouco de assunto, hoje foi o Dia dos Pais e como quase tudo ultimamente, acabou não sendo tão legal devido a distância do Sr. Coruja(vulgo Corujão). Nos falamos por telefone e o Heitor fez um belo show de balbucios enquanto tentava comer o celular ao escutar o paizinho falar no viva-voz, mas sempre fica na minha mente como seria se nós estivéssemos juntinhos os três curtindo o primeiro dia dos pais da nossa família!
É engraçado ver alguma mudanças que a maternidade/paternidade nos causa, durante a minha visita ao Acre o Corujão demonstrou querer de presente do dia dos pais uma daquelas camisas que tem escrito "Pai nota 10!" ou coisas do tipo. Nunca imaginei que um dia escutaria ele comentar algo do gênero...ainda bem que fiquei viva para ver isso acontecer e confesso que achei o máximo!!! Lógico que já vou providenciar o presente que o Sr. Coruja deseja, pois não tem nada mais lindo que um pai exibindo seu orgulho!
Encerrando por hoje, desejo à todos os pais um ótimo dia, mês, ano e vida!!!E desejo o mesmo à algumas mães que possuem o árduo trabalho de ser mães e pais( se já cansa ter um papel só, imagina dois..).Depois conto como foi a semana em família, por enquanto vou deixar mais uma fotinha de lá um beijo especial no Pai do Ano!
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