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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

1º Dia de aula para pais ou para filhos?

Hoje, aqui em Rio Branco, inicia o ano letivo da maioria das escolas, principalmente na educação infantil (vulgo maternal e creche!). E vendo alguns amigos com filhos que irão pela primeira vez à aula, além de observar euzinha com toda minha ansiedade e temor, me pergunto: para quem é mais difícil o primeiro dia de aula? Para os filhos ou para os pais?
Sei que deveria escrever coisas lógicas, explicações plausíveis...mas hoje só consigo me fazer perguntas.
Será que ele vai chorar?Será que vai chorar muito?Será que vai comer na hora do lanche? Será que vai gostar das professoras? Será que vai conseguir interagir com as outras crianças? Será que ele vai se sentir feliz no fim do dia?? Será, será será...
SERÁ QUE ELE FAZ METADE DESSAS PERGUNTAS PARA SI MESMO? Sinceramente, espero que não..pois tenho certeza que são elas que me deixam assim: ansiosa, medrosa..ou seja, neurótica!
É, acho melhor voltar outro dia, mais calma...com noticias de verdade. E quem sabe sobrevivente deste primeiro dia de aula!

sábado, 24 de setembro de 2011

Os filhos e o alcance de sonhos

Tudo bem, sei que já virou uma constante essa minha história de ficar falando que voltarei à atividade, por isso mesmo que desta vez não prometerei nada, simplesmente escreverei...
Hoje estava no Salão de Beleza, fazendo minha unha, quando me deparei numa conversa sobre maternidade(é engraçado, mas depois que a gente se torna mãe a sempre acaba nesse assunto...) com duas mulheres, onde uma não tinha filhos e eu e a outra tinha. A conversa estava girando em torno do QUANDO se ter filhos, pois a mulher que ainda não é mãe dizia que só queria ter filhos, após passar num bom concurso público, sair do aluguel, fazer mestrado, entre outros desejos...em meio a sua fala fiquei lembrando que antes de ser mãe também colocava todas esses itens como necessários antes de ficar grávida, que nada disso aconteceu antes de ser escolhida para carregar um bebê na barriga e como no fim das contas, muito dos requisitos que julgava ser necessário para ser uma boa mãe são ilusórios.
Foi meio a estes devaneios no salão que escutei a outra mãe dizer "...realmente tem que fazer tudo isso antes, pois o filho atrapalha muito a vida!". Juro, naquela hora me vi em meio a cena de Ally Mcbeal, parando tudo e perguntando para aquela mulher, com sanguenoszoi: COMO É QUE É???
Eu posso até parecer idealista neste momento, mas não acredito que o Heitor atrapalhe a minha vida. A chegada dele trouxe muitas, muitas mudanças...mudanças de planos, de táticas, de alternativas, mas em momento algum posso dizer que me atrapalhou a vida! 
Tive que repensar sobre fazer o curso de oficiais da aeronáutica na BA ou sobre o meu sonho de entrar para a cruz vermelha, sonhos esses que nem sei se iria para frente, existindo Heitor ou não. O que sei é que consegui me formar em Psicologia, mesmo tendo parido no ultimo ano da faculdade, tenho conseguido atuar na área que gosto e já estou dando inicio à minha pós, além de pensar no meu mestrado como plano futuro.
Com tudo isso, como posso ousar dizer que meu filho atrapalhou minha vida? Como disse anteriormente ele me fez mudar muitas coisas, não penso mais em passar o carnaval na BA em meio ao frevo de gente, penso em viver um carnaval lá sim, mas agora com uma rota mais tranquila, mais segura...mais familiar.
Enfim, acredito que um filho jamais vai te impedir de conquistar um sonho, certamente, vai te fazer repensar como conquistá-lo, incluindo no caminho da conquista os cuidados necessários que um filho exige, as vezes tendo de tomar uma rota um pouco mais longa para chegar no objetivo ou tendo sim algumas dificuldades que antes imaginávamos que não teria, mas daí desistir ou seguir em frente nessa busca é uma decisão que só você pode tomar, cuja a responsabilidade não pode, em hipótese alguma, ser jogada para uma criança.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

VOLTANDO À ATIVIDADE!

Depois de um bom tempo longe daqui, finalmente tenho o necessário para voltar a postar no blog com constância. Vou confessar, senti muita falta dessa blogosfera materna. Não só de escrever posts e ler os comentários de quem me visita, mas também de ler os blogs de pessoas queridas e compartilhar experiências.

Hoje o que venho compartilhar é uma aflição com relação à fala do Heitor. Ele está com 1 ano e 2 meses e não fala nenhuma palavra ainda. Ele emite sons, grita, até balbucia algumas sílabas mas palavrinhas, nenhuma, neca de pitibiriba...
Conversando com uma Fono amiga ela me falou que pode vários os motivos para o atraso na fala e que são necessário alguns exames para ser diagnosticado se há um problema ou se é um atraso "normal". Como boa neurótica que sou resolvi pesquisar e colocar aqui para mães angustiadas como eu.

Os livros e artigos como um todo afirmam que a fala da criança inicia a partir do 1º ano de vida e completa seu desenvolvimento por volta dos 5 anos de idade. Segundo a fonoaudióloga do Hospital Sírio-Libanês (SP),Andréa Cristina Cardoso, “Se até os 3 anos a criança fala pouco ou quase nada, ela precisa de ajuda de um especialista indicado pelo pediatra”.

Ao perceber que a criança pode ter algum tipo de atraso, o especialista verificará se a criança possui algum problema neurológico ou psiquiátrico, se possui alguma deficiência auditiva ou se a criança teve algum tipo de doença que pode ter afetado o aparelho auditivo de alguma forma. Se alguma dessas hipóteses forem confirmadas ele indicará o tratamento mais eficiente para o caso.

Caso os fatores físicos forem descartados esse atraso pode ainda ser obra de questões emocionais e/ou comportamentais, pois a criança pode não ser estimulada o suficiente no ambiente em que convive, pode não sentir-se segura para expressar-se através da fala, pode ainda estar acomodada, pois não sente necessidade de usar da linguagem verbal para conseguir o que deseja, entre outros fatores. 

Por isso é interessante observar se a a fala da criança tem forma satisfatória ou se apresenta :o vocabulário é deficiente para a idade; dificuldade para estruturar sentenças; dificuldade para organizar o pensamento; dificuldade de compreensão; dificuldade para relatar fatos acontecimentos ou vivenciados;  possui narrativa truncada apoiada em gestos e fala ininteligível geralmente acompanhada de alteração na articulação. 
É mais importante que os pais não se esqueçam de levar em consideração etapa evolutiva em que seu filho se encontra e que cada criança desenvolve-se de forma única e pessoal. Devemos ficar atentos e não pressionar o desenvolvimento de nossas crianças.