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sábado, 28 de abril de 2012

BC: Esmalte e Frases Marcantes



Hoje a BC da Fernanda Reali veio com a proposta de falarmos sobre frases marcantes.Sou fã de frases e pensamentos. Sempre que posso dou uma lida em algumas, reflito e, dependendo do dia, coloco a cabeça no lugar.

Uma das frases mais marcantes na minha vida é esta que li aos 12 anos, no livro do Paulo Coelho:


"Tudo que acontece uma vez poderá nunca mais acontecer, mas tudo o que acontece duas vezes, certamente acontecera uma terceira."

Lembro-me de passar um bom tempo pensando nos acontecimentos da minha vida através deste viés de pensamento. Hoje vejo o quanto esta frase pode ser mero acaso, mas acabo sempre acredito no encerramento de um ciclo e por que não um ciclo de três acontecimentos?!

Neste mesmo livro me deparei também com um poema do Oscar Wilde que até hoje trago comigo para muitos dos meus devaneios.

"A gente sempre destrói aquilo que mais ama. Em campo aberto ou em uma emboscada. Alguns com a leveza do carinho, outros com a dureza da palavra. Os covardes destroem com um beijo, os valentes com uma espada."

Sempre que me vejo perdendo o rumo das coisas lembro desta frase e inicio meu trabalho para não destruir nada daquilo que mais amo. Acredito que machucados e mágoas sempre farão parte de nossa vida, mas não acredito que destruir o que amamos seja um caminho sem alternativa.


E quanto ao esmalte??
Bem, hoje fui de Rosa clarinho..

O Rosa Retrô da Colortrend...

...E o Rosa Cetim da Colorama.

Como não fui ao salão e não sei pintar direito escolhi uma cor clara, só para não passar a semana sem um esmalte na unha.

Ficou afim de ver outros esmaltes e outras frases? Entra no Blog da Fernanda e dá uma olhada no que as outras blogueiras fizeram!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

BLOGAGEM COLETIVA : MATERNIDADE REAL

 Quando soube que estava grávida, quase que automaticamente comecei a me questionar sobre como eu me sairia como mãe. Sou uma pessoa muito manhosa e sempre tive pessoas cuidando de mim o tempo todo. Como agora eu iria mudar de papel tão drásticamente, passando a ser cuidadora ( e a principal cuidadora) de uma criança?Será que eu daria conta? Será eu seria uma BOA MÃE???

Depois disso, passei a devorar livros, páginas de internet e blogs na busca de como uma boa mãe, deve ser, agir e pensar. Cada vez que procurava me preocupava ainda mais. Havia um movimento deincentivo ao parto normal, e eu comecei a me sentir uma bruxa nesse instante, pois havia decidido fazer uma cesária por querer o meu marido, que estava viajando, ao meu lado.

Depois disso veio a questão da amamentação. Todo mundo dizia: é a coisa mais maravilhosa que há no mundo. Realmente foi, no primeiro dia, depois foi terrivel, com rechaduras, sangramentos e dor, muuita dor. Me mantive firme e forte, não queria dar leite artificial para o Heitor de maneira alguma. Depois desses dias dolorosos aí sim entendi o que havia de maravilhoso em amamentar. Aqueles olhinhos me fitando, aquele soninho depois de estar saciado...hummm..


Á medida que ele foi crescendo minhas atitudes como mães foram se tornando meio instituais, mas não deixaram de ser questionadas por mim o tempo todo. Aos 4 meses tive que voltar a estudar e estagiar e com isso um eco se formou na minha mente: "que tipo de mãe é você que vai abandonar seu filho em tenra idade???" e depois de muito drama e muitas duvidas a resposta foi : "uma mãe que precisa se formar para poder proporcionar uma vida melhor para o seu filho."

Essas são algumas cituações onde esta mãe real que vos fala, ficou insegura sobre o fato de não agir como a mãe ideal manda. Hoje continuo fugindo de algumas características da mãe ideal, detesto acordar de madrugada, amo durmir encostadinha nele ( e sim, ele ainda dorme na minha cama), nem sempre consigo seguir a rotina de alimentação e apelo pra papinha da Nestlê, tem momentos em que me sinto completamente sufocada por ter passado os dias e as noites cuidado do Heitor e sinto a necessidade de sair sozinha para poder ter um momento só pra mim. Se for contar todos os meu "defeitos" maternos não sairei daqui, mas posso dizer que são muitos.

Segunda-Feira, dia 11 de abril, o Heitor faz 1 ano de idade e eu continuo me questionando se sou uma boa mãe. Ao pensar sobre isso tenho certeza de duas coisas: 1) essa dúvida permanecerá por toda a minha vida, independete das decisões que eu tomar; 2) Nunca conseguirei ser uma mãe perfeita, mas posso ser uma mãe suficientemente boa. Daquelas que apesar dos erros, consegue acertar nos momentos mais importantes. Errando sim, mas sempre com muito amor, e acima de tudo, sempre tentando acertar.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Sobre o pai e nossas expectativas...

Um dos nossos domingo de passeio na praça
Essa semana houve a Blogagem Coletiva com o Tema "Nós, os pais", como eu disse no post anterior. Animei meu marido pra escrever, e ele até concordou, mas acabamos deixando passar o dia da blogagem coletiva devido aos contratempos corriqueiros de nossas vidas.

Como fiquei contagiada com o tema da Blogagem Coletiva este post será dedicado ao pai do Heitor  e  o outro morador do meu coração, o Semmys. É, eu sei que o nome dele é meio estranho(e até um pouco engraçado devido ao vários trocadilhos..rsrsr), mas ele é uma boa pessoa apesar do nome(Eu te amo, viu amor?!).

Quem acompanha o blog sabe que voltamos a morar juntos na véspera do ano novo, depois de mais de um ano morando em cidades diferentes, e de lá pra cá temos vivido em um período de adaptação, principalmente com relação ao Heitor, uma vez que ele não havia nascido quando o Semmys se mudou para Rio Branco.
Nesses dois meses, ele não tem deixado a desejar como pai, sendo sempre muito solicito em tudo. Ajuda a dar banho, a dar papinha, faz mamadeira, troca fralda e em todos os demais afazeres que uma criança de 10 meses exige. Porém ainda sentia um certo desconforto dele nesse papel de pai, que até então era novidade, como se ele tivesse caído de para-quedas numa função que , apesar de desejar muito, não se sentia preparado.

Nessa nossa ida para Porto Velho fiz a minha cirurgia da vesícula e tive que ficar de repouso por 10 dias. O repouso incluia não pegar o Heitor no colo e não poder fazer várias outras coisas. Logo quem teve que entrar em cena foi o pai, que de ajudante virou responsável. Ele aprendeu a dar banho, dar mamadeira, fazer durmir e outros detalhes do dia a dia que acabava ficando sob os meus cuidados normalmente.

Fiquei super feliz ao perceber que, em apenas 10 dias, meu marido tinha se tornado pai de P maiúsculo. Aquele que eu sempre imagei que ele seria. Antes desse período o Heitor já estava a vontade na companhia do pai, mas sempre que a coisa ficava complicada era a mim que ele procurava, sem a menor dúvida. Hoje não, ele já se sente seguro com os dois, está cada dia mais carinhoso com o pai dele e tem momentos que prefere a companhia dele à minha (olha o cíumes surgindo aí no fundo..rsrsrrs).

Então, estou contando tudo isso para, na verdade, falar daquilo que percebi com essa história toda. Percebi que, sem perceber, eu não estava dando espaço suficiente para o meu marido se mostrar como pai. Coloquei na minha cabeça que ele não precisava saber de tudo, já que havia passado tanto tempo longe de nós, e acabei privando-o, mesmo que temporariamente, de conhecer seu filho e o seu papel de pai.
As vezes escuto algumas mulheres reclamando da falta de auxilio do seu marido na criação dos filhos, ou até mesmo nos afazeres domésticos, mas acho que devemos parar para refletir sobre o quanto somos responsáveis sobre esta atitude deles. Será que as vezes não monopolizamos tarefas que podem, e devem, ser compartilhadas?

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Noticias de 2011....

Já ensaiei este post uma dezena de vezes e nunca consigo conclui-lo. Na verdade nem consigo começá-lo direito, pois sempre alguma coisa que me faz interromper minha escrita e eu acabo desistindo. Por aí já  se consegue ter uma idéia de como meu 2011 está um tanto confuso...

Pois bem, fui mesmo morar em Rio Branco com meu filho e marido com a promessa de no primeiro mês do ano eu realizaria o sonho da pequena burguesa de morar na casa própria e que o Acre era o Novo Eldorado das Psicologas, onde o emprego vai até você. Mas como vocês bem sabem ,"alegria de pobre dura pouco"...

A construtora da casa já avisou que a previsão de entrega mudou , e que a data inicial agora ficou pro mes de março. Quanto à emprego não apareceu nada ainda. E pelo que pude entender o négocio tá feio pro lado dos psicologos, pois ta todo mundo sem emprego, devido ao fim dos contratos com o governo.

Só sei que com tudo isso estou morando na casa da minha sogra e tendo que lidar com as alterações de humor do Heitor devido à mudança de ambiente, de pessoas, de tudo...Confesso que nos primeiros 15 dias cheguei a pensar que haviam trocado meu filho por um clone malvado e chorão! Ele chorava por tudo e por nada, não dormia direito(principalmente durante as noites), teve dificuldade pra comer, ou seja, quase fiquei louca!!

Depois eu vim compreender meu pequeno, além do período doloroso da adaptação estava nascendo os dois dentes da frente dele (eu já havia escutado que eles são os piores..), tanto que quando eles finalmente rasgaram o meu pequeno foi voltando à sua personalidade natural. Mas é claro que não posso esquecer que junto com os dentes ele foi ficando cada vez mais acostumado com as coisas e pessoas do Acre, o que ajudou na volta do meu pequeno notável.

Nesses dois meses Heitor desenvolveu mto, ele agora tem 6 dentes na boca(eu to achando mto engraçado olhar pra boca dele e ver tantos dentinhos, pois estava acostumada com o sorriso banguela dele...rsrrs), já fica muito tempo em pé sem apoio algum, já anda se apoiando nas coisas e até já descobriu o pintinho!

Acelerando um pouco mais as noticias...neste mês de fevereiro vim pra Porto Velho(mas to voltando dia 24 pra Rio Branco novamente), perdi a minha colação de grau devido a minha mãe e o Heitor estarem com uma virosa daquelas, participei do Baile de Formatura da minha turma de Psicologia, tirei a vesícula , fiquei sem poder pegar o Heitor no colo por 10 dias (que ainda não passaram, diga-se de passagem...) e no fim acho que isso!

Então, tentei colocar as noticias desses dois meses, que ficaram pendentes, por aqui...Provavelmente os posts continuarão meio parados até eu me estabelecer na minha casa, mas tentarei voltar a postar os 31 dias Meme...

Mudando um pouco de assunto, rolou no grupo "Mães (e pais) com filhos" , do facebook a idéia de uma blogagem coletiva que achei muito legal. O tema é: Nós, os pais. E acontecerá no dia 28/02. A proposta é que os pais escrevam sobre o seu olhar da paternidade, de uma forma bem pessoal mesmo, daquele modo que nós bem conhecemos de escrever aqui no blog.

A Anne, do Blog Super Duper fez esse selinho que ficou super bacana, olha aí.


Fica aí a dica para todos. É sempre bom compartilhar experiências, tanto para quem conta como para quem ouve (ou no nosso caso lê). Eu já comecei a campanha para o pai daqui de casa escreve. Não sei se conseguirei que ele escreva até o dia 28, mas assim que ele escrever posto por aqui.

Bjinhos e até mais!!

domingo, 14 de novembro de 2010

Olá pessoas!
Essa semana estou finalizando meus artigos de conclusão de curso por isso não postarei nada mto significativo por aqui. Mas estou preparando um post sobre o Bullying, pois acho um assunto super importante para ser abordado, principalmente por que muitas pessoas fazem e nem percebem, outras fortalecem a prática tambem sem perceber.
Acho que foi a Ingrid, do Desconstruindo a Mãe que propos este tema como forma de blogagem coletiva e eu super concordo com ela.
Ah, só pra finalizar, depois de encerrar meu artigo sobre os blogs vou escrever um pouco sobre ele por aqui, ta certo?!

Vou ficando por aqui, bjos!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

BLOGAGEM COLETIVA: VÍNCULO

Não sei se por cursar psicologia, mas sempre tive muita preocupação com o vínculo que construiria com meu filho, mesmo antes de ficar grávida.Sei da importância que um bom vínculo tem para o bom desenvolvimento emocional da criança, pois a mãe é a primeira experiência da criança com o afeto e é a partir desta vivência que ela vai aprender a se vincular com outras pessoas.

O meu vínculo com o Heitor é baseado no toque. Sinto que meu amor por ele é tão grande que parece que nenhuma palavra conseguira passar esse sentimento de felicidade que sinto quando estou ao seu lado. É assim desde a barriga.

Minha  mãe reclamava muito porque não me via falando com a minha barriga, e por isso achava que eu não conversava com meu filho. Porém minha conversa com ele acontecia em outro nível. Acredito que ele sentia quando eu estava feliz e tirando um tempo só para ele.Mesmo no silêncio, me concentrava para passar todo o amor que existia dentro de mim para fazê-lo crescer forte e saudável.

Hoje continuamos assim, Costumo trocar 'segredinhos' com ele, dizendo o quanto ele me faz feliz e o quanto o amo. O mais gostoso é que percebo que ele escuta os meus sussurros, fica bem quietinnho, prestando atenção no que tenho para lhe falar e depois me delicia dando sorrisos gostosos. Fora isso, acabo sempre me surpreendendo com o quanto meu filho é carinhoso, apesar de ter apenas 6 meses. Ele adora carinhos e quase sempre, quando vou reparar, estamos com nossas mãos dadas, fazendo carinho uma na outra.

Bem, esse é um pouco do vínculo que tenho com meu filhote. Mas para a Blogagem Coletiva mesmo gostaria de falarsobre outro vínculo: o do meu filho com o seu pai.

Poucas sabem, mas faz quase 1 ano que meu marido foi morar em Rio Branco-AC. Quando ele se mudou minha barriga ainda não era evidente e ele não estava presente nos primeiros chutes do bebê e nem podia conversar sempre com a minha barriga feito um bobo.
Durante muito tempo me preocupei ( e confesso que ainda me preocupo muito) com a forma que o apego entre eles aconteceria, já que desde que ele se mudou nos encontramos apenas 4 vezes.

Todas as noites eu e o meu marido os falamos por telefone (graças à maravilhosa TIM Infinity) e eu tento contar em detalhes todo o desenvolvimento diário que percebo no Heitor, na tentativa de mantê-lo por dentro de tudo que rola com nosso filhote. Uma saída que acabei encontrando para fortalecer o vínculo entre os dois foi fazer com que eles 'conversassem' pelo celular. Como?? Pelo Viva-Voz!

Aciono o Viva Voz do celular e o meu marido fica falando com o Heitor, enquanto este tenta roubar o telefone da minha mão para comê-lo. Eu acredito que a idéia tem dado certo, pois sempre que meu filho vê o celular ou escuta um "Alô Papai!" fica todo animado, esperando aquela voz do outro lado da linha.

Através desta conversa diária entre pai e filho, meu marido sente menos distante de nós e sei q escutar os gritinhos do Heitor faz tão bem à ele quanto escutar as 'babações' do Semmys faz bem ao Heitor.

Todo vínculo é lindo, mas vejo uma beleza maior ainda no vínculo criado apesar da distância.Não é fácil manter um vínculo quando nos afastamos, fazer surgir um nesta situação deve ser mais dificil ainda. Por esse motivo acho tão especial a relação destes dois homens da minha vida.