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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

BLOGAGEM COLETIVA: VÍNCULO

Não sei se por cursar psicologia, mas sempre tive muita preocupação com o vínculo que construiria com meu filho, mesmo antes de ficar grávida.Sei da importância que um bom vínculo tem para o bom desenvolvimento emocional da criança, pois a mãe é a primeira experiência da criança com o afeto e é a partir desta vivência que ela vai aprender a se vincular com outras pessoas.

O meu vínculo com o Heitor é baseado no toque. Sinto que meu amor por ele é tão grande que parece que nenhuma palavra conseguira passar esse sentimento de felicidade que sinto quando estou ao seu lado. É assim desde a barriga.

Minha  mãe reclamava muito porque não me via falando com a minha barriga, e por isso achava que eu não conversava com meu filho. Porém minha conversa com ele acontecia em outro nível. Acredito que ele sentia quando eu estava feliz e tirando um tempo só para ele.Mesmo no silêncio, me concentrava para passar todo o amor que existia dentro de mim para fazê-lo crescer forte e saudável.

Hoje continuamos assim, Costumo trocar 'segredinhos' com ele, dizendo o quanto ele me faz feliz e o quanto o amo. O mais gostoso é que percebo que ele escuta os meus sussurros, fica bem quietinnho, prestando atenção no que tenho para lhe falar e depois me delicia dando sorrisos gostosos. Fora isso, acabo sempre me surpreendendo com o quanto meu filho é carinhoso, apesar de ter apenas 6 meses. Ele adora carinhos e quase sempre, quando vou reparar, estamos com nossas mãos dadas, fazendo carinho uma na outra.

Bem, esse é um pouco do vínculo que tenho com meu filhote. Mas para a Blogagem Coletiva mesmo gostaria de falarsobre outro vínculo: o do meu filho com o seu pai.

Poucas sabem, mas faz quase 1 ano que meu marido foi morar em Rio Branco-AC. Quando ele se mudou minha barriga ainda não era evidente e ele não estava presente nos primeiros chutes do bebê e nem podia conversar sempre com a minha barriga feito um bobo.
Durante muito tempo me preocupei ( e confesso que ainda me preocupo muito) com a forma que o apego entre eles aconteceria, já que desde que ele se mudou nos encontramos apenas 4 vezes.

Todas as noites eu e o meu marido os falamos por telefone (graças à maravilhosa TIM Infinity) e eu tento contar em detalhes todo o desenvolvimento diário que percebo no Heitor, na tentativa de mantê-lo por dentro de tudo que rola com nosso filhote. Uma saída que acabei encontrando para fortalecer o vínculo entre os dois foi fazer com que eles 'conversassem' pelo celular. Como?? Pelo Viva-Voz!

Aciono o Viva Voz do celular e o meu marido fica falando com o Heitor, enquanto este tenta roubar o telefone da minha mão para comê-lo. Eu acredito que a idéia tem dado certo, pois sempre que meu filho vê o celular ou escuta um "Alô Papai!" fica todo animado, esperando aquela voz do outro lado da linha.

Através desta conversa diária entre pai e filho, meu marido sente menos distante de nós e sei q escutar os gritinhos do Heitor faz tão bem à ele quanto escutar as 'babações' do Semmys faz bem ao Heitor.

Todo vínculo é lindo, mas vejo uma beleza maior ainda no vínculo criado apesar da distância.Não é fácil manter um vínculo quando nos afastamos, fazer surgir um nesta situação deve ser mais dificil ainda. Por esse motivo acho tão especial a relação destes dois homens da minha vida.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Obrigada!!

Olá minha gente! Muito Obrigada pela participação de vcs!
Quero muito agradecer toda ajuda que recebi nessa semana, com relação ao questionário para o artigo. Por enquanto coletei informações suficientes para concluir esta disciplina. Agora que vem a parte mais complicada que é PARIR o artigo em sí. Acredito que toda essa fase corrida passará logo, pois quero acabar esse artigo até dia 20 e começar o outro logo pra entregar até o dia 09 de novembro!( ah eu disse que finalmente escolhi o tema do meu artigo de Psicologia Clínica??Pois é, vou falar sobre Avaliação e Indicação Terapeutica!)
Tentarei manter sempre atualizado as noticias por aqui, mas espero que compreendam caso eu não consiga, pois preciso, necessito, terminar logo este curso para poder acabar com esse perrengue de viver à 600 km de distância do meu amorzinho.
Ah! como não consegui pensar numa maneira melhor de agreder o apoio que recebi, criei um selinho para aquelas pessoas que divulgaram ou responderam o questionário.

Espero que vcs gostem..e lembrem-se: o que vale é a intenção! Não colocarei aquelas regrinhas para que se distribua o selo, até pq não consegui pensar em nada que combine com o tema do selo. Fica mesmo a idéia de passar para aquele blog que covê acha que lhe ajudou de alguma forma, dando conselho, apoio, rindo junto...você decide o motivo de dar esse selo para alguém!


***

Mudando um pouco de assunto, amanhã estou indo visitar a fotocópia do meu filho, vulgo pai dele e meu amor. Vamos passar o feriadão em família! Estou bem animada porque agora o Heitor está interagindo bem mais do que da ultima vez em que a familia do meu marido o viu. Sabe como é essa mania de mãe querer que todos achem seu filho MARAVILHOSO! Ainda mais quando se trata de família do marido, né?!
Por mais que eu tente deixar de pensar assim, parece que estou em constante estágio probatório com eles, sendo infinitamente avaliada! rsrsrrsrs
Assim que voltar conto algumas novidades!!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Castigos Físicos: Um texto para refletir!

Como estou meio sem tempo hoje para postar decidir dividir com vocês este texto do blog onde estão reunidos os textos publicados na Folha de São Paula do Contardo Calligaris, um psicanalista que muito admiro.Vale a pena ler este e os demais textos que lá se encontram.


Castigos físicos

UMA RECENTE pesquisa Datafolha (Folha, 26/7) mostra que, no Brasil, 69% das mães e 44% dos pais admitem ter batido nos filhos.

Parêntese. Os pais são tão violentos quanto as mães: simplesmente, eles passam menos tempo em casa e lidam menos com o "adestramento" dos filhos.

A pesquisa constata também que 72% dos adultos sofreram castigos físicos quando crianças. Como se explica, então, o fato de que 54% dos brasileiros se declaram contrários ao projeto de lei que proíbe os castigos físicos em crianças? Há várias hipóteses possíveis.

1) Talvez quem apanhou quando criança não queira perder o direito de se vingar em cima dos filhos.

2) Talvez não aceitemos a ideia de que os nossos pais tinham sobre nós uma autoridade maior do que a que nós temos ou teremos sobre nossos filhos.

3) Na mesma linha, talvez estejamos dispostos a apanhar dos superiores sob a condição de sermos autorizados a bater nos subalternos.

Nota: aceitar apanhar dos mais poderosos para poder bater nos mais fracos é a caraterística que resume a personalidade burocrático-autoritária do funcionário fascista.

4) A autoridade, dizem alguns com razão, sempre tem um pé na coação e recorre à força quando seu prestígio não for suficiente para ela se impor. Hoje, a autoridade simbólica dos adultos é cada vez menor. É provável que os próprios adultos sejam responsáveis por isso (principalmente, por eles se comportarem cada vez mais como crianças); tanto faz, o que importa é que o prestígio dos adultos não lhes garante mais respeito e obediência. Portanto, a palavra aos tabefes.

É um erro: o castigo físico acaba com a autoridade de quem castiga, pois revela que seu argumento é apenas a força. A reação mais sensata da criança será: tente de novo quando eu estiver com 15 anos e 1,80 m de altura.

Esses e outros argumentos a favor da palmatória não encontram minha simpatia. Até porque verifico que os rastos desses castigos não são bonitos. Mesmo um simples tapa é facilmente traumático tanto para o pai que bateu como para o filho: ele paira na memória de ambos como uma traição amorosa que não pode ser falada por ser demasiado humilhante (para os dois). Há pais violentos que passam a vida na culpa, e há crianças cuja vida erótica adulta será organizada pela tentativa de encontrar algum sinal de amor no sadismo dos pais.

Apesar disso, se tivesse sido consultado na pesquisa, provavelmente eu teria me declarado contra a nova lei, por duas razões.

A primeira (e menos relevante) é que existem violências contra crianças piores do que a violência física, e receio que uma lei reprimindo o castigo físico nos leve a pensar que, por assim dizer, "o que não bate engorda". Infelizmente, não é preciso bater para trucidar uma criança.

A segunda razão (e mais relevante) é que a nova lei não surge num contexto em que os pais teriam poder absoluto sobre o corpo dos filhos. Mesmo sem a nova lei, o professor que visse sinais de violência no corpo de um dos alunos avisaria à polícia e à autoridade judiciária. O mesmo valeria para o pediatra ou para o psicoterapeuta. Inversamente, um pai cujo filho fosse batido na escola processaria o professor e a instituição. Também, com um pouco de sorte, uma criança batida pode denunciar o adulto que a abusa.

Pergunta: para que servem leis que pouco mudam o quadro legal e só explicitam e particularizam proibições que já vigem de modo geral?

Essas leis me parecem ter sobretudo a intenção de afirmar, demonstrar e estender o poder do Estado na vida dos cidadãos.

Uma coisa aprendi com Michel Foucault: o poder moderno é raramente extravagante em suas exigências. Como ele não tem conteúdo específico, mas gosta apenas de se expandir, ele escolhe o caminho mais fácil, conquistando a adesão "espontânea" de seus sujeitos. Como? Simples: operando "obviamente" "pelo bem dos cidadãos" -no caso, pelo bem das crianças.

Resumindo:

1) sou absolutamente contra qualquer castigo físico; 2) sou também contra a extensão do poder do Estado no campo da vida privada, por temperamento anárquico e porque sou convencido que, neste campo, as famílias erram muito, mas o Estado, quase sempre, erra mais.

E aí, qual a sua opinião sobre a famosa "Palmadinha" e outros castigos físicos?


domingo, 8 de agosto de 2010

Mudança à Vista


Hoje tomei uma decisão interessante (na verdade nem é tão interessante assim). Resolvi excluir meu blog Devaneios Maternos e seguir postando somente por aqui. Por que tomei essa decisão? Desde o momento que descobri que esperava meu pequeno Heitor passei a me interessar pelo universo materno e acabei me empolgando muito com meu novo estado. Resolvi criar o Devaneios Maternos para falar exclusivamente da minha vivência como mãe e trocar figurinhas com outras mães blogueiras pelo Brasil afora.

Ocorre que, passado esta empolgação inicial, comecei a ver que a Luana Ugalde que vos fala, não consegue ser uma pessoa em partes. Não sou capaz de pensar, sentir e escrever somente sobre minha vida materna, pois todas as demais coisas que ocorrem no meu cotidiano contribuem para minha formação como mãe. Pensando justamente nisso é que resolvi me dedicar somente ao Devaneios Lunares, não na intenção de deixar de lado minhas aventuras maternas, mas devaneando acerca de tudo que ocorre nesse meu mundo da Lua.

Aos poucos deixarei o blog com a cara que me encontro no momento (Vai demorar um pouco pois primeiro preciso descobrir), por enquanto o que eu posso dizer é : DESCULPE O TRANSTORNO, É PARA ATENDÊ-LO MELHOR!


Mudando um pouco de assunto, hoje foi o Dia dos Pais e como quase tudo ultimamente, acabou não sendo tão legal devido a distância do Sr. Coruja(vulgo Corujão). Nos falamos por telefone e o Heitor fez um belo show de balbucios enquanto tentava comer o celular ao escutar o paizinho falar no viva-voz, mas sempre fica na minha mente como seria se nós estivéssemos juntinhos os três curtindo o primeiro dia dos pais da nossa família!
É engraçado ver alguma mudanças que a maternidade/paternidade nos causa, durante a minha visita ao Acre o Corujão demonstrou querer de presente do dia dos pais uma daquelas camisas que tem escrito "Pai nota 10!" ou coisas do tipo. Nunca imaginei que um dia escutaria ele comentar algo do gênero...ainda bem que fiquei viva para ver isso acontecer e confesso que achei o máximo!!! Lógico que já vou providenciar o presente que o Sr. Coruja deseja, pois não tem nada mais lindo que um pai exibindo seu orgulho!


Encerrando por hoje, desejo à todos os pais um ótimo dia, mês, ano e vida!!!E desejo o mesmo à algumas mães que possuem o árduo trabalho de ser mães e pais( se já cansa ter um papel só, imagina dois..).Depois conto como foi a semana em família, por enquanto vou deixar mais uma fotinha de lá um beijo especial no Pai do Ano!


terça-feira, 4 de maio de 2010

Jornada Tripla

Desde o nascimento de Heitor tenho tentado fazer o malabarismo de conseguir conciliar três papéis importantes no meu dia: Mãe, amélia e estudante!Essa tem sido uma jornada super dificil, pois parece que o meu dia se reduziu à 4 horas, sinceramente não sei onde foi parar as outras 20h!
Cuidar do Heitor tem sido a parte mais gostosa do meu dia, mas confesso que gasta bastante tempo. Depois de colocá-lo pra dormir ainda tem fraldas e roupinhas para lavar e passar, quarto para a arrumar, louça pra lavar (ai, me canso só de pensar nisso tudo), enfim...
Depois de terminar tuuuudo isso ainda tenho que ler meus textos do estágio curricular, mas quando penso em começar a lê-los já são 22h e estou morta de cansada e já tem outra remersa de fraldas pra lavar antes de dormir.
Tenho que conseguir me organizar o mais rápido possível pra dar conta das minhas leituras, já estou perdendo as orientações em sala de aula e nas práticas dos estágios, não posso ficar para traz nos textos pq senão não darei conta de tudo qndo minha licença maternidade terminar!