terça-feira, 2 de novembro de 2010
Sobre Mudanças...
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
BLOGAGEM COLETIVA: VÍNCULO
Todas as noites eu e o meu marido os falamos por telefone (graças à maravilhosa TIM Infinity) e eu tento contar em detalhes todo o desenvolvimento diário que percebo no Heitor, na tentativa de mantê-lo por dentro de tudo que rola com nosso filhote. Uma saída que acabei encontrando para fortalecer o vínculo entre os dois foi fazer com que eles 'conversassem' pelo celular. Como?? Pelo Viva-Voz!
Aciono o Viva Voz do celular e o meu marido fica falando com o Heitor, enquanto este tenta roubar o telefone da minha mão para comê-lo. Eu acredito que a idéia tem dado certo, pois sempre que meu filho vê o celular ou escuta um "Alô Papai!" fica todo animado, esperando aquela voz do outro lado da linha.
Através desta conversa diária entre pai e filho, meu marido sente menos distante de nós e sei q escutar os gritinhos do Heitor faz tão bem à ele quanto escutar as 'babações' do Semmys faz bem ao Heitor.
Todo vínculo é lindo, mas vejo uma beleza maior ainda no vínculo criado apesar da distância.Não é fácil manter um vínculo quando nos afastamos, fazer surgir um nesta situação deve ser mais dificil ainda. Por esse motivo acho tão especial a relação destes dois homens da minha vida.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
"O pavor da solidão é maior que o medo da escravidão: assim, nos casamos. " ( Cyril Connolly )

9. Casem
Antes de morar junto, por favor, casem. A mudança dos móveis consolida um casamento de qualquer modo, apenas admitam e superem qualquer aversão a essa instituição falida. Ela ainda movimenta o imaginário coletivo: mesmo para os casais mais moderninhos, a afirmação “somos casados” é bem diferente do que “moramos juntos”. Além disso, morar junto sem festa de casamento e lua-de-mel é como ir a praia, enfrentar trânsito para chegar, ser picado por mosquitos, pagar caro pelo guarda-sol e não entrar no mar. É cair na pior parte do casamento sem aproveitar a melhor. Se não quiserem enfrentar papéis e não simpatizarem com religião alguma, apenas celebrem: chamem os mais próximos, dancem, se declarem publicamente ao som da música mais linda e comecem uma vida a dois só depois de chegar do aeroporto.
Não concordo com tudo que ele diz mas pegando a linha de pensamento da dica, acredito que as pessoas ao decidirem morar juntos deveriam se casar sim... mas não com festas, rituais religiosos ou acordos nupciais. Elas deveriam casar-se, um com outro, de corpo e alma.
Vemos cada vez mais casais que passaram por todos os ritos de passagem da solterisse para a vida de casado que não conseguem aproveitar as coisas boas que a vida à dois podem oferecer, como o companheirismo, a cumplicidade e os belos imprevistos da vida cotidiana, na maioria das vezes cômicos(ou pelo menos um bom episódio de uma tragi-comédia) pelo simples fato de, apesar dos votos e assinaturas não terem se comprometido de fato com a pessoa que decidiu dividir sua vida, mesmo que seja por um tempo.
Têm se tornado cada vez mais comum pessoas casadas não terem absolutamente nada em comum em suas vidas, a não ser a cama que dividem( as vezes só para dormir mesmo) no fim do dia. Elas não possuem o mesmo ciclo de amizades, não frequentam os mesmo locais e nem trocam idéias sobre o que aconteceu no seu dia. Parece que, nestes casos, o casamento continua sendo um acordo econômico, onde juntamos nossas rendas para tentar fazê-las ter lucros e, então, termos a possibilidade de um vida mais confortável.
Pensando desta forma, é claro que o casamento terá essa imagem de instituição falida. Não estou falando que tudo deve ser igual à época do namoro, mas por que não tentar manter aquelas coisas que mais fizeram você ter o desejo de dividir sua casa e sua vida com seu escolhido(a)?
Acho que a vida já é tão dura que se não tentarmos fazer a nossa parte para que a vida à dois seja mais gostosa, as piadas infames sobre casamento se tornarão a mais pura verdade em nossa, mas sem aquela risada no final, pois a desgraça só se torna engraçada quando já se passou um tempo desde o acontecido ou quando acontece com o outro!
